Período chuvoso aumenta risco de criadouros do Aedes e reforça cuidados dentro de casa
Com a chegada das chuvas, é hora de fazer uma revisão em casa: olhar as calhas, conferir os quintais e eliminar qualquer ponto que possa acumular água. A Prefeitura de Araxá, por meio da Vigilância Ambiental, reforça o alerta porque locais que permaneceram secos durante meses podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti com o início do período chuvoso.
Segundo o supervisor-geral dos agentes de combate às endemias, Paulo Henrique Honorato, a atenção deve ser redobrada principalmente em áreas externas. Nas calhas, folhas e sujeira podem impedir o escoamento da água; lonas e superfícies irregulares também podem formar pequenos reservatórios após as chuvas. Já baldes e pratinhos de vasos de plantas seguem entre os criadouros encontrados pelas equipes mesmo durante a seca, por receberem água manualmente. “Não é uma preocupação apenas do período chuvoso. Esses recipientes podem manter condições para a reprodução do mosquito durante todo o ano”, explica.
O último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) apontou índice de 1,22% em Araxá, considerado de média infestação. Entre as regiões que apresentaram destaque no levantamento estão Pedra Azul, Centro e Alvorada. Paulo ressalta que o aumento da temperatura e a ocorrência de chuvas favorecem o ciclo do mosquito, tornando ainda mais importante eliminar possíveis criadouros antes que a água se acumule.
A Vigilância Ambiental mantém o acompanhamento da infestação e direciona as equipes conforme os resultados encontrados. Entre as ações estão vistorias dos agentes, pente-fino em locais com situações pontuais, mutirões de limpeza, monitoramento e uso de drone em áreas mais abrangentes. Um novo sobrevoo está previsto para outubro.
“O agente visita os imóveis periodicamente, realiza as ações necessárias e orienta, mas o cuidado precisa continuar entre uma visita e outra. O morador é fundamental nesse trabalho e deve observar constantemente se há algum ponto acumulando água em casa”, reforça Paulo.
A população pode comunicar possíveis focos ou situações de risco à Vigilância Ambiental pelo telefone (34) 3691-7120, presencialmente no 3º andar do prédio do Bernardão, ou pelo Colab. As denúncias registradas na plataforma são verificadas pelas equipes, que avaliam cada situação e adotam as medidas educativas ou corretivas necessárias.










